MATANZA CIRCO VOADOR


Resumo do último pé na jaca: Rafael, Mari, TT e eu na Lapa para assistir ao Matanza e Ratos de Porão no Circo Voador. Pouca fila para comprar e as mesmas caras do meal de sempre. Com poucos trocados no bolso resolvemos beber o suficiente fora para não morrer em R$4 dentro da casa, um absurdo, mesmo para os padrões noturnos de esbórnia. Paramos em um bar ali em frente ao Odisséia que não vou lembrar o nome nem fudendo para engolir algo antes de vomitar. Uma porção de bolinho de bacalhau, caldo de feijão, frango a passarinho e 17, apenas 17 que vergonha, choppes por uns oitenta mangos. Da próxima vez encaro um feijão em casa mesmo
porque o meu salário milionário não cobre ser roubado na rua por comerciantes oportunistas que descaracterizaram completamente o conceito de bar nesta cidade.
Algumas garrafas depois, já na frente do Circo, uma fila se forma enquanto Ratos e depois Matanza passam o som. Show marcado para as 22h. É claro que atrasou. Mais algumas garrafas e participações especiais de pessoas mais sequeladas que a gente finalmente entramos. Matanza entra logo no palco e começa a socar a porta dos nossos tímpanos com a velharia e algumas do disco novo. Teria sido perfeito não fosse a merda do som. Já ouvimos pior e pagando, então foda-se. Jimmy London possuído e Donida primoso como sempre. Desta vez resolvi assistir mesmo o Matanza, e não ir para a roda. Mas bastou AS MELHORES
PUTAS DO ALABAMA dar os primeiros acordes que larguei Teresa e Mari e fomos para a pista e de lá nunca mais saí. Sim, somos sócios do CLUBE DOS CANALHAS, mas a carteirinha de número 001 pertence a Jimmy London. ELA ROUBOU MEU CAMINHÃO termina o set sem direito a biz nem nada. Uma
pena, não fosse a gravação do DVD do R.D.P. teria sido bem melhor esta apresentação. Por falar nisto, será que vai rolar mosh depois? Sim, de fato aconteceu, mas só nas primeiras músicas, até o João Gordo ralhar
com a turma soltando a porra do cabo do baixo o tempo todo. Justamente nesta hora meu amigo Rafael tentava subir.
Confesso que não sei ouvi nenhuma música do disco novo. O último disco do Ratos que coprei foram as coletâneas FEIJOADA ACIDENTE, que agora pouco tentava ouvir na comodiadade de meu humilde lar. Bem, eu tentei. Definitivamente ouvir Hardcore com fones de ouvido não tem a menor graça.
A pista estava ótima, quem não tem culhão fica do lado de fora mesmo, porque aqui só os mais fortes sobrevivem. BEBER ATÉ MORRER e ASCENÇÃO E QUEDA foram mais do que suficientes para largar a porra da máquina e ir para dentro da porradaria. No meio daquela zona encontro um amigo do Rio Rugby. Bom. Mas João Gordo estava mais pela saco do que de costume, então o show foi curto, metódico e infinitesimalmente inferior ao que já vi outrora.
Fim de festa, Mari e Rafael para casa exaustos e felizes da vida. Até que enfim fui num show com um eles, afinal melhor bater cabeça que ficar discuntindo as influências do Olho Seco, Cólera e Inocentes na história marginal do punk brasileiro.
Minha Teresa e eu fomos pro Sinuca da Lapa, tomamos umas três cervejas, duas partidas de sinuca e depois o viado do Madruga finalmente apareceu. Uma dona doida e amiga mais cheia de cana que a gente pediu
nosso telefones. Pessoas estranhas perguntavam se tínhamos ido no Zeca?
– Não, a gente estava no Circo Voador.
– Quem estava tocando lá?
– Ratos e Matanza.
– Aah…
Um negão do tamanho da geladeira aqui de casa beijou a mão da Teresa. Eu chamei o cara para jogar rugby comigo e deis os nossos telefones para a Dona, que deposi concluimos ser esposa de algum bicheiro, porque
percebemos alguém armado e vários”empregados” como ela disse, do marido dela. Marcaram conosco no Heavy Dutch semana que vem.
Um senhor que catava garrafas do lado de fora do bar tentou nos ensinar o que era vida. Arrotei e chamei um táxi, a aquela altura da madrugada a última coisa que precisávamos era alguém me ensinando como nos
divertir. Meu dia perfeito foi assim, puta show de uma das duas bandas que mais gosto, amigos, cerveja bem gelada, minha muié, porradaria na pista, sinuca, um prato de feijão quando cheguei da Lapa e uma bela
cagada antes de dormir. Só faltou um rodízio de carne e cachaça depois de uma partida de rugby, mas nada nesta vida é 100%, mas ontem chegamos de 74,9% disto. Ah, chegamos!

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