RUGBY: SCRUM

Oito jogadores de cada time formam um em frente ao outro, três na frente Pilares esquerdo e direito mais o Hooker, no meio; esta é a Primeira Linha. Segundas Linhas apoiam a Primeira, dois jogadores nesta posição. Ao lado da Segunda Linha formam os Flankers e no final de todo o scrum Oitavo.

Os times se agaixam, após a Segunda formar com a primeira encaixados para o apoio, Flankers em seguida e Oitavo no final. É dado o engage e as primeiras adversárias começam a brigar pelo território, a bola é lançada no meio da formação pelo time que tem o favorecimento da penalidade. A bola será disputada pelos respectivos Hookers que com o pé tentarão passar a bola para trás, até chegar no Oitavo.

Força e técnica são fundamentais nesta etapa de jogo, talvez muito mais o preparo que a explosão, pois quanto mais tempo controlar a bola dentro do seu scrum maiores as chances de avançar sobre o campo adversário, pois a formação empurra o adversário a se defender e não deixar a progressão continuar, principalmente se o outro time estiver com a posse de bola.

O vídeo abaixo ilustra melhor como funciona esta penalidade:

Esta é uma demonstração de como funciona o Scrum hoje, com quatro tempos, evitando assim muitas contusões e possíveis acidentes que costumavam ocorrer durante a partida. A pressão ainda é muito grande mas fica mais fácil organizar as Primeiras com a Segundas Linhas com esta nova contagem.

Um dos vários scrums do jogo amistoso entre BH Rugby e Pasteur Athletic Club, no dia 24/03/2007.

De nada adianta ter uma Primeira Linha pesada sem o controle de toda a formação no passe da bola. Usar o tempo e medir a força é fundamental, pois mesmo avançando sobre o adversário, a posse de ataque é muito mais eficaz, uma vez que os Fowards vão estar “presos” nesta posição a recuperação após a bola sair do Scrum deixa os Backs desguarnecidos, por isso com a bola passada pelo Oitavo para Half Scrum, as Segundas e Flankers têm que correr ao jogo, saindo da formação tão logo a bola volte a correr. Normalmente, a Primeira Linha acaba sendo a última a sair da formação, apesar de ser os mais pesados é difícil para os Pilares perceberem a bola em jogo novamente, principalmente para o Pilar que joga fechado dentro do scrum. Alguém do próprio time dentro do scrum sinaliza – grita se break – para os jogadores saiam do scrum e voltem ao meio de campo ou onde for necessário atuar dada a saída de bola.

Em linhas gerais é mais ou menos assim que funciona, ao contrário do que possa parecer, o RUGBY não é um jogo de “montinho” como costuma aparentar para o leigo, tão pouco uma variação do Futebol Americano. São muitas as diferenças entre os esportes e detalhes técnicos de pontuação, penalidades e estratégias de jogo para uma comparação tão rudimentar. Infelizmente não é muito conhecido no nosso país, daí a infeliz comparação.

E pensar que a bola de futebol chegou no Brasil junto com uma bola de Rugby. Vai entender.

Engáge! Push!

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