NADA A LUGAR NENHUM


Embora o registro diário tenha sido facilitado pelo advento do twitter, facebook e outra rede social ontem fiquei meio pertubado. Substitutos, mais um filme menor de Bruce Willis, me fez pensar (nossa, mas que puxa!) que não estamos muito longe disso. É claro que muita gente já passa naturalmente mais tempo no trabalho do que na sua própria casa, no convívio familiar e entre seus iguais, leia-se, amigos e semelhantes. Eu odeio meu porteiro. É claro que se ele fosse alguém mais fisicamente interessante eu não teria problema algum em toda manhã dar um caloroso bom dia, boa tarde e boa noite. Ele é vascaíno, gosta de falar besteira, bebe… peraí, sou eu? Voltando ao assunto, qual foi a última vez onde você escreveu uma carta? Usou sua própria letra em punho sobre um pedaço de papel. Ainda mantenho na mochila um caderno para fazer anotações. Algumas são muito simplórias, outras até me orgulho, a maioria nem tanto. Lista de compras! Não posso ir ao supermercado sem uma lista de compras. O registro de pensamentos acaba virando uma resma de papel qualquer, relegado ao mesmo tipo de gente que costumo evitar para fugir ao aborrecimento.


Se parar e pensar descartamos virtualmente as pessoas assim. Minha esposa me falou que fiquei viciado em twitter. “Você precisa ter uma vida de verdade até para ter o que postar, Guto!”. Sim, ela tem toda razão, e muito por isso diminui a frequência não de escrever mas ter que ficar acompanhando tudo que acontece. Meu Google Reader está as moscas. Marquei tudo como lido e tentei me lembra de pelo menos uma vez ao dia ler, ler mesmo, não apenas 140 caracteres, alguma coisa realmente pertinente.
Nos últimos dias, digo, nas minhas recentes e merecidas férias, consegui confraternizar com boa parte destas pessoas que me importam. Algumas adentramos noites inteiras, dias da marmota deliciosos e alguns instantes, porque só eu não estava trabalhando, pena. Neste final de semana pretendo dar continuidade a isso.

Na sexta feira, a tradicional VANTANZA parte para São Gonçalo, terra de ninguém, ver as melhores putas do Alabama, digo, a banda de Jimmy London e Cia, o Matanza. Um grupo seleto destas pessoas que me importo fretou duas vans e vamos embora. Não vai prestar, eu espero. A imagem acima foi se não me engano a primeira edição da Vantanza, quando ainda éramos lindos e pueris, sem medo do amanhã e com 5 ou 15kg a menos.

Já no sábado será o também tradicional Cutucano Atrás, bloco da minha turma de faculdade. Sai no Leme, termina na animação que cada folião e membro ereto do bloco suportar.

Não fosse esta confraternização eu não poderia reencontrar grandes amigos que fiz ao longo de quatro anos durante minha passagem na Pontíficia Universidade Católica. Muitos casaram, tiveram filhos, separaram, dormiram ao relento ou viraram atores da grade de programação da Rede Globo. É o tipo de evento único, todos se divertem, riem, bebem e matam muitas saudades.

Como se meu final de semana não estivesse completo ainda tem o treino do meu time de Rugby. Meu time de rugby? Sim, afinal de contas a quatro ou cinco anos atrás eu e mais uns sete doidos tentávamos criar uma experiência do esporte amador mais confundido com futebol americano na região debaixo de sol e chuva. Foram anos difíceis, muitos jogos inglórios, comemorações dignas de uma ceia com Baco e um bocado de história para contar.

E foi este grupo de amigos, jogadores, amantes do esporte ou ébrios que aparecem na véspera de algum jogo importante que fiz mais uma família, gente com quem também dividi dias excelentes, embora quando chegasse em casa a chinela da patroa estivesse pronta. Algumas vezes trouxe vitórias, outras derrotas, mas no final tudo terá valido a pena. A imagem acima fora um dos últimos jogos que consegui disputar, ainda treinava com uma certa frequência com o time, coisa que ultimamente ainda me esforço muito para fazer, por conta do trabalho, a vida e qualquer coisa parecida.

Agora eu me pergunto o porque do título deste post. Não me lembro, mas acordei muito mais cedo do que imaginava, antes do despertador, coisa que odeio. Sem paciência para ler o jornal, tive um sonho ruim onde a Jenna Jameson era uma enfermeira e me diagnosticou com tuberculose múltipla (??). Bebi um café, queimei o dedo na torradeira e resolvi escrever.

Pagar terapia? Melhor pensar por mim mesmo.

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