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ÚLTIMO SHOW DO MATANZA

 

Tudo começou a alguns anos atrás, iniciativa de alguns membros menos abastados de uma rede social que tinham um objetivo em comum, se divertir no show daquela banda que começa a chamar atenção e se destacar no cenário apático que se encontra o rock nacional. A experiência deste autor com a banda Matanza começou por acaso, um dia fora a uma festa num sobrado do Catete do amigo que hoje é um distinto editor de renomada empresa especializada em conteúdo, ou como costumamos vulgarmente chamar de livros. Lá ocorreriam vários shows, dentre eles da banda ao qual nos referimos no título deste post. Qual foi a grata surpresa daquele som agradar no mesmo instante.



Ali foi a primeira camisa, que virou as costas de uma jaqueta, os primeiros cds e nunca mais paramos de acompanhar os quatro cavaleiros da discórdia
e sabedoria do homem que sabe onde mete seus culhões.



A lembrança que tenho do último show foi uma mala bem pesada que tive que carregar, compensada pela ilustre presença da amiga Anna, uma das pessoas mais importantes dentro das nossas vidas – não chora filha da puta. No fundo da imagem você pode perceber a preocupação sincera do líder da banda. Infelizmente nossa GENNERALanna não pode comparecer nesta última confraternização do grupo, mas nem por isto ela deixou de participar da festividade, uma vez que a mesma teve um papel fundamental nesta vitoriosa empreitada da VANTANZA.


Mas não estávamos no Circo Voador, Teatro Odisséia ou redondezas. Mais uma vez a trupe e banda foram para até onde nenhum camisa preta jamais esteve, Clube Recreativo Trindade, no pacato (sic) município de São Gonçalo. Até aí tudo bem, não fosse a destreza do nosso intrépido motorista em quase nos levar para o Acre. O terror só não foi maior porque a própria banda também não encontrava o local onde ocorreria o show. Algumas indas e vindas, chegamos ao local.
De fato era um pulgueiro, mas nem isso iria nos abalar. O fato de ter acabado a cerveja alguns minutos antes de chegar não remoeu aquele intrépido grupo, que ao contrário de todo temor por andar naquelas banda foi logo procurar o próximo bar que deveria ter por ali.



O bar era tão ruim que até a foto ficou uma bosta. Mas já era hora de voltar e encarar a vida como ela é e agradecer estas raras oportunidades que nos dá.

Pra variar um pouco, Matanza começa música nova. “Remédios”. Já havia escutado ela antes e mesmo sob condições adversas de acústica continua me parecendo ótima, não a melhor do disco. “Odiosa” ainda foi a que mais chamou atenção. O petardo sonoro continua o mesmo, mas surgem arranjos mais maduros, cada vez melhor e ao contrário de toda novidade, se destaca e não faz ninguém torcer o nariz com aquele sentimento de “que porra é essa” – na falta de melhor definição do termo. Não poderia faltar os clássicos, embora tenhamos apenas quatro discos já podemos assim chamá los – o set list inteiro você vê no final do post.





Lá pelas tantas o clube resolveu acender as luzes e começar a expulsar a turma toda ali, fato que não intimidou nem um pouco a banda que continuou até a última música do set.

Calor, cansaço, sede e bagunça. Pra quem gosta do que faz mal, não poderia ter sido melhor. Parabéns para quem ficou até o final do festival para ver o Matanza, pois teve uma apresentação nervosa, digna dos discípulos do Johnny Cash, crua como um petardo da bala no meio da fuça de um hippie sujo e todo ódio de um velho texano, mesmo que as melhores putas do Alabama estivessem ali.

Em 2011 tem disco novo da @BandaMatanza. VANTANZA e todos os membros deste clube de canalhas estarão lá. Na imagem esquerda/direita: namorado da Luiza, a Luiza, embaixo amiga da Mariana, a Mariana, Miucha, Guto, Amanda?, Minimim, Play, Luana, Bruno, Tuka, Guilhermé e o mais novo membro do grupo, Josué Nunes.

Fotos: @Luavelloso, I Hate Flash e arquivo pessoal deste que vos fala.

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11 pensamentos sobre “ÚLTIMO SHOW DO MATANZA

  1. Não chorei, sou durona ¬¬.
    Primeiro quero elogiar os camisas negras, que realmente vão aonde nenhum outro esteve. Pq fui em pulgueiros ouvir Matanza, mas os cariocas se superam sempre.
    No próximo ano @bandamatanza lançando cd novo, aí quem sabe.

  2. aeeeeeee, seu puto! até que enfim esse post saiu :)

    vou aonde for com esses camisas pretas, com a vantanza e com a música para nos guiar, até porque se dependermos dos nossos motoristas…HAHAHAHA

    que o ano que vem seja repleto de mais shows e de tudo o que gostamos. vou ser brega e dizer que “bom é quando faz mal“, e não é que é verdade?

    beijos!

  3. Um post digno, um relato verdadeiro, momentos que só dão orgulho. Falar qualquer coisa aqui é chover no molhado, mas verdade seja dita: Vale sempre muito a pena todos esses perrengues.
    Que venha 2011. Que seja fodastico.

    Ah, Gutão, a Amanda (?) na verdade é Camila.

  4. Porra… Tô boladão agora… Tinha umas “paradas maneiras” aí, pelo queu tô vendo nas fotos… Deveria ter ido de muleta … Foda é que agora só em abril…

  5. Pingback: VENTILADORES MATANZA |

  6. Um belo relato, amigo.

    Essa banda e todos que comparecem aos show sim, podem ser chamados de família. Sem o lance da viadagem.

    é sempre um tesão acompanhar o matanza aonde for. E quanto mais feio e mais sujo, melhor. E que venha a porra do album novo. Ansiedade desde já.

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