cerveja

BREJA, CERVA, GELO, AMPOLA


Entrou um paulista no time e logo no primeiro terceiro tempo que tivemos ele saiu pedindo uma BREJA. Fiquei quieto, pois sabia do que estava falando, metade riu e a outra sacaneia ele até hoje. Quando mandei um GELO na beira do balcão até o portuga entendeu, mas olhou meio desconfiado e perguntou qual. Pedi a de sempre, como de costume, mas era a primeira vez no bar e o combinado depois do torneio era somente a preferência nacional.


Percebi vi que a mesa ao lado bar estava pegando do nosso engradado falei com o capitão e um guri do juvenil já gritava do outro lado “putaquepariu, garçom volta aqui!”. Dois engradados depois ninguém mais sabia que marca tínhamos começado a beber e que BREJA, GELO, CEVA, qualquer coisa vinha se apontado o dedo em riste em direção ao dono do bar. Uma cadeira quebrou, começou a tocar funk, era final do campenonato carioca e os poucos torcedores que ali estavam festejavam.

No final sozinho carreguei as traves que usamos no jogo para meu apartamento e tive que subir oito andares porque não coube no elevador os tubos de pvc. Um banho depois vou finalmente para a casa encontrar a patroa me esperando com saudade e pau da vida porque passei o dia inteiro com um monte de homem. Se ela soubesse o que tenho de ouvir de cinco em cinco minutos, coisas do tipo “ei, Paul Sr.!”, “Puta paga?”, “Puuuuuuush” e outras onomatopéias, cara, BREJA, CEVA, OVO, bem, isso é pica, mas acabei escrevendo quase 1.445 palavras sobre isso.

Engraçado, né?

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