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BAALBEK NA HORA DO ALMOÇO


Embora seja uma ideia de girico com tanto lugar para se comer em Copacabana, encarei o desafio de conseguir meus kibes no Baalbek num dos piores horários para se tentar comer ali. Quando ainda morava neste bairro nunca tinha oportunidade de comer neste árabe, seja porque saía muito cedo ou porque chegava muito tarde. Tinha apenas o sábado pela manhã para conseguir degustar das delícias dali.

Já estava por ali mesmo, então resolvi tentar a sorte no meio daquele povo sedento por kibes, esfirras e todos os pratos que a casa oferece. O atendimento é um teste a sua paciência, sem contar a educação do povo carioca e claro, uma loja pequena – que acredito não vai mudar jamais ou perderá seu brilho, com todos os problemas de espaço que tem. A muito custo consegui chegar no balcão. Ser atendido era uma questão de tempo.

Enquanto matava o tempo reparei no molho de pimenta e de limão que a própria casa fazia, com validade e tudo como manda a vigilância sanitária. Antigamente não tinha este requinte.

Finalmente consegui ser atendido. Dois kibes e duas esfirras, como de costume. Os kibes por sinal tinham acabado de chegar.

Mal pedi e bandeja já estava praticamente vazia porque a horda ao meu redor já havia pedido também, feito como uma matilha faminta por sua presa.

Fiquei com medo dessa dona ao meu lado que cobiçava cada mordida que dava. Ela ainda não tinha sido atendida. Entendo sua dor, mas este aqui é meu. Sorria para a câmera dona!

Coloquei um destes molhos e de fato estava muito gostoso. As esfirras também estavam ótimas.

Na hora de pagar outra fila. Se acaso você for venha com bastante moedas. O caixa, seja quem for, sempre vai te perguntar se você não tem menor para facilitar ao máximo o trabalho dele, e claro, ele não ficar sem troco. Para não perder o costume, sou muito conservador, nunca levo moedas e as poucas que tinha no bolso fiz questão de dizer que não tinha. Uma nota mais alta para atrapalhar ainda mais a vida do funcionário. Valeu a pena o esforço, voltar com o bucho cheio pro trabalho e o bolso cheio de trocados.

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