EDUARDO E RENATA: CEGONHA VEIO TE VISITAR

puta

– Acho que eu tô grávida Nanda…
– Juuuuuuura? Que maravilha, Rê!
– É, peguei os exames hoje, já marquei consulta para semana que vem…
– O Eduardo já sabe?
– Não! Não! Não! De jeito nenhum Nanda!
– Mas ele é o pai, ele tem que saber, precisa te ajudar…
– Nós terminamos Fernanda, acabou!
– Como assim? Vocês não estavam morando juntos?
– Naquele apartamento? Ele mal da conta da própria vida, e agora? Nunca!
Continuaram a conversa mais alguns minutos sobre amenidades, Renata logo mudou o rumo da conversa, fez como quem fosse desligar porque tinha de sair para fazer algo na rua, mas Fernanda, uma velha amiga de outros tempos não falava há muito que quando ela telefonou foi impossível esconder a grande novidade. Logo que desligou, começou a chorar sozinha. Parou quando se viu no espelho triste e começou a pensar sobre conversar com Edu.

Eduardo continuava pensando nela, não procurara nos mesmo lugares mais, ia a esmo, na sorte em outros bares, lojas e boates, coisa que ele detestava. Tinha medo de encontrá-la com alguém, mas tentava se preparar caso isso acontecesse. Embora fosse inevitável, acabava bebendo, umas noites mais que antes. O trabalho estava seriamente comprometido, mas foi de um amigo que ouviu e conseguiu apoio para não deixar o trem desgovernado do coração partido naquele apartamento em Copacabana se descarrilhar na Barata Ribeiro, bem ali quase no Cervantes, onde invariavelmente ele ia acabar jantando todas as noites. Todas as noites.

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