UM DIA PRECISEI MATAR O GATO E ME ESQUECI DE TODA INFÂNCIA

gutinho
Eu nunca judiei de animal algum. Uma vez precisei matar o gato da vizinha que estava com raiva e avançando em todo mundo. Nunca havia matado um animal antes, nem passarinho com espingarda de chumbinho. Depois de seis pauladas na cabeça do bicho ele finalmente cedeu. Enterrei num campinho e fui tremendo para casa de uma namorada que eu tinha.
– Que foi?
– Estou ouvindo o gato miar até agora.
– Ele morreu.
– Espero que sim.

Esta é uma das poucas lembranças que eu tenho da minha infância. As outras foram dizimadas com o álcool durante a adolescência. De vez em quando eu lembro algumas coisas que não sei se realmente aconteceram ou são fruto da imaginação.

Nunca vou me esquecer daquele gato que não morria nem por um caralho.

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