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VOCÊ É UM INÚTIL? TALVEZ SEJA MELHOR VOCÊ SE TORNAR UM PORCO

O porco é um mamífero de quatro patas, sendo que cada uma delas possui quatro dedos. Seu focinho é cartilaginoso e 44 dentes em sua boca. Sua imagem está associada a sujeira, porque elimina um cheiro forte pelas seuas glândulas, ou porque vive em cativeiro em chiqueiros de um modo geral onde a higiene não é uma das prioridades dos criadores. Por outro lado, o animal para abate costuma ser conduzido de forma mais adequada, inclusive na alimentação.

Ele é uma evolução do javali, que foi domesticado pelo homem há milhares de anos. O tempo de gestação das porcas é de 112 dias, aproximadamente, dando depois à luz entre seis e doze crias, a que se chamam leitões, ou bácoros. Um porco livre pode viver cerca de 12 anos.

A pele do porco é coberta por uma espessa camada de gordura, donde pode até se aproveitar o couro, mas é dentro deste animal que existe sua maior riqueza. A alimentação deste animal é basicamente verduras, legumes e grãos, embora alguns animais destinados a criação são cuidados até com frutas.

O porco é capaz de comer de tudo, podendo até ser um problema nas zonas de cultivo de algum alimento. A natureza deste animal não é o pasto, mas como muitos criadouros acaba ficando confinado em pequenos espaços.

Os primeiros porcos domesticados chegaram à América espanhola com Cristóvão Colombo. No Brasil, apenas com Martim Afonso de Souza, em 1532. A carne mais clara, mais gorda e mais tenra daquele “porco rosa” passou a ser mais apreciada por nossos índios que a magra, escura e fibrosa dos similares nativos selvagens – antas, caititus, capivaras, queixadas e outros porcos-do-mato.

Sem contar que, enquanto os da terra davam (quase todos) apenas uma cria por ano, os porcos europeus tinham ninhadas de até 12 filhotes. Eram economicamente mais aptos. Primeiros sinais de uma globalização que, séculos, depois, se converteria em praga.

Do porco tudo se aproveita – carne (lombo, filé, carré, pernil, costela, paleta, pá), barriga (toucinho, banha, torresmo). Fígado, coração, língua, toucinho e sangue são ingredientes do sarapatel. Rabo, orelha, costela e pé (salgados ou defumados), da feijoada. Com tantas qualidades, já se vê o quanto de injustiça há na fama que têm os porcos em nossa cultura. “Porco” é sempre alguém sujo. Diz-se ter “espírito de porco” aquele que é inconveniente. “Porco chauvinista” designa homem intransigente, que vê o mundo a partir do seu umbigo.

Talvez pensando nessa injustiça, em sua defesa veio o estadista inglês Winston Churchill. É dele a observação, generosa, de que “cães olham para você de baixo para cima. Os gatos olham para você de cima para baixo. Só os porcos olham para você olho no olho, como iguais”. Mas não se leve esse glutão inglês demasiadamente a sério. Que, apesar de tantos arroubos, um de seus pratos preferidos era precisamente porco.

Partindo deste princípio que o porco é um animal útil para o ser humano, realiza o seguinte: do que se aproveita do ser humano? Pense nisso. Se nada se aproveita de você, fisicamente falando em termos de atitude, não da carne do seu corpo. O que você tem feito para ser útil? Eu sou um porco.

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Deixa eu ilustrar isso com um video e depois veja lá o que tu anda fazendo da sua vida.

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